domingo, 1 de agosto de 2010

Tanto

Eu odeio sentir esse aperto no estômago quando vejo alguma coisa sua no meu quarto. Ou ter vontade de vomitar quando me ligam de um número desconhecido no meio da madrugada, como você fazia. Odeio abrir o porta-malas do meu carro, e ver algum rastro teu por ali. Odeio escolher uma roupa pra sair, e entre os meus cabides, ter um presente que você me deu. Odeio saber que, para mim, nunca funcionaria passar a vida com você, mas mesmo assim, ter uma vontade imensa de te abraçar de novo. Ver as horas passando, e mesmo com a sua imagem indo embora dos meus pensamentos um pouco mais a cada dia, ter as lágrimas sempre prontas pra cair. Odeio lembrar do nosso banho de champagne. Odeio que você fez questão de falar para todos os meus amigos o quanto você estava apaixonado. E odeio o modo como eu me entreguei a isso, sendo que, até então, eu só te enxergava como diversão e sexo. Odeio sentir esse incômodo por ainda saber qual é o cheiro da sua pele. Odeio fechar os olhos, no meio da noite, e relembrar involuntariamente os detalhes da última vez em que você esteve dentro de mim. Mas o que eu mais odeio, entre todas essas feridas que eu mesma fiz questão de provocar, é ter deixado você levar a minha vontade de ter outro alguém.

0 comentários:

Postar um comentário